EQUIPE NÃO É FAMILIA. A empresa não existe para acolher emoções. ( Concorda ou discorda?)
- Linomar Deroldo

- 25 de jan.
- 2 min de leitura

Liderança, Inteligência Artificial e Diversidade: decisões melhores não nascem de espelhos
Recebi este " Survey" ( provocação)do @WILLIAN CASTELANNI extremamente pertinente.
Discordo Plenamente da afirmação ( imagino que também o próprio autor)
E aqui segue meus comentários:
Quando iniciei minha vida profissional, era comum ouvir a frase:
“Aqui é trabalho; vida e problemas pessoais devem ficar em casa.”
Esse pensamento ficou no passado — e foi superado por bons motivos.
Tenho quase 30 anos de experiência na vida executiva, atuando de gerente a CEO, e sempre obtive resultados consistentes na liderança justamente por entender que o trabalho é feito por pessoas, não por peças substituíveis. Respeitar o ser humano, compreender suas circunstâncias e, quando possível, apoiar nos momentos difíceis sempre foram diferenciais da minha atuação.
Talvez apenas com robótica e IA sejamos mais racionais, decidindo exclusivamente com base em dados e informações. Mas a emoção faz parte do contexto humano e empresarial — e acredito firmemente que é aí que a verdadeira diferença se estabelece.
Quando contrato uma pessoa, contrato o indivíduo por inteiro. Mesmo que esteja pensando nas contas para pagar, nos filhos, na esposa e baté mesmo na pelada a noite Esse é a riqueza do ser humano, o hardware vem quase pronto mas o software evolui e é instalado e o melhor, não há prazo para atualização.
Aliás, quantos executivos e CEOs pautam suas decisões pelo próprio ego e pela vaidade e acabam levando empresas à bancarrota justamente por não ouvirem aquilo que não é espelho? Emoções sempre estiveram presentes nas organizações; a diferença está em como são reconhecidas, administradas e canalizadas.
Há ainda outra frase horrorosa e que para mim, que só serve para líderes de baixo nível evitar que alguém peça aumento e conseguem, só perdem talentos.
“Ninguém é insubstituível.”
Ao longo da minha carreira, trabalhei com profissionais extraordinários que nunca consegui substituir no mesmo nível. Pessoas únicas constroem resultados únicos.
Dito isso, afirmo: uma empresa pode, sim, ser uma família — mas não no sentido ingênuo ou paternalista.
Trata-se de uma família pautada por meritocracia, ética, compliance, responsabilidade e profissionalismo.
O verdadeiro conceito de família empresarial deveria ser aquele em que as pessoas são respeitadas, valorizadas e incentivadas ao comprometimento, à convivência saudável e ao respeito mútuo — incluindo, de forma genuína, os princípios de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI).
Linomar B. Deroldo.
Executivo | Conselheiro | Especialista em Infraestrutura, Concessões e Liderança Estratégica
Este artigo parte de uma provocação publicada no LinkedIn por Willian Castellani. As reflexões aqui apresentadas representam exclusivamente minha visão pessoal, construída a partir da experiência prática em posições executivas e d








Comentários